11 de janeiro de 2014

Livro 3 - A culpa é das estrelas - 100 livros em 1 ano

Curiosidade. 

Foi isso que me levou a ler o livro de John Green que tem essa capa tão simpática. Porque tipo, todo mundo parece estar lendo esse livro. E livros são, foram e serão o meu domínio. Quando um livro chama atenção demais, eu preciso dar uma olhada e ver o que está acontecendo.

Foto daqui.


A Culpa é das Estrelas conta a história de uma adolescente com câncer. Hazel tem um câncer de traqueia que metastou os pulmões dela, e ela precisa de aparelhos e oxigênio extra para conseguir respirar. Por causa de uma droga experimental, ela está estável, mas não indefinidamente. Tanto ela como todos ao redor dela sabem que mais cedo do que tarde ela vai morrer. 

Então ela conhece Augustus, um menino que perdeu uma perda pra um câncer ósseo, mas que está bem agora. Sem evidencia de câncer. 

Então eles ficam juntos, namoram, vão encontrar o escritor preferido dela, porque o Augustos não quer que ela morra sem saber o que acontece com o Hamster do tal escritor. Bonitinho. Poético, e tal.

Só que infelizmente a Não Evidência de Câncer se transforma em Meu Corpo é Feito de Câncer, e todos que achamos que Augustus ia chorar no enterro de Hazel agora sabemos que Hazel é que vai chorar no enterro de Augustos. 

O resto do livro é um retrato de um garoto morrendo não tão lentamente. 

Eu sei que muita gente chorou horrores com esse livro. E eu chorei pra cacete nas cenas em que os pais da Hazel falavam sobre o que vai acontecer depois da morte dela, ou mesmo imaginando crianças aleatórias com câncer em lugares aleatórios do mundo. Porque câncer é uma coisa terrível. 

Mas não tinha como chorar com a história de amor. 

E antes que me digam que não tenham coração, saibam que  eu choro assistindo House. Em todos os malditos episódios. Eu choro ouvindo música clássica (aconteceu hoje). Eu já chorei imaginando uma música do Elton John na minha cabeça (aconteceu no meio de uma aula, foi meio constrangedor). Mas a historinha de Hazel e Augustos é menos emocionante que, sei lá, uma banana caramelada. 

Porque no final, em meio a toda a tragédia, as mortes, as dores e os tubos de oxigênio, nós ainda tínhamos um herói gostosão (ele só tem uma perna, mas de alguma maneira ainda consegue se manter tão atlético como sempre) que um belo dia chega e salva a donzela sem auto estima e leva ela pra holanda e faz tudo por ela, pelo menos enquanto ele ainda consegue andar. 

Is crepúsculo all over again. 

Não consigo levar a sério uma história de amor assim. Sério, se o cara fosse feio já daria um salto gigantesco pra longe do clichê. 

No geral, o livro é bom. Tinha um potencial imenso de ser ótimo. Mas esse romancezinho de criança estragou a bagaça. Sugiro tentar ler o livro ignorando todas as cenas românticas. Tenho certeza de que ficaria melhor.

Pra mim a melhor parte foi o final. Augustus finalmente morre, não lutando bravamente contra o câncer, mas sim se alimentando através de tubos, vomitando em si próprio tudo o que ele punha na boca, sem conseguir levantar da cama e sentindo dores a cada instante. Apontando pro espaço vazio ao lado do cesto de roupa suja e dizendo: "ali esta minha dignidade, é tão pequena".

O autor não romanceou a morte, não escondeu que o câncer é feio e doloroso para o doente e para todos em volta. E acima de tudo, com o título "a culpa é das estrelas" ele deixa claro que não existe uma razão, um propósito para a doença. É só uma questão de sorte. Alguns de nós vamos morrer disso e não há nada a ser feito, nada que o possa prevenir, e não faz absolutamente nenhum sentido, nem precisa fazer. 


Recomendo se você curte livros para Jovens Adultos. Mas só assim. 

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