10 de janeiro de 2014

E agora 20.

Olha, eu estou enrolando faz quase 1 mês para escrever esse post de aniversário (para referencias futuras, sinta-se a vontade para enviar-me presentes de qualquer tipo no dia 12 de dezembro). 

Eu gostaria de utilizar esse momento para falar das coisas que eu fiz e das coisas que eu espero no próximo ano, mas não tenho tanta certeza de ter feito tanta coisa assim. 

A coisa mais importante que me aconteceu ainda é, no meu coração, morar um mês na república onde eu não soube demonstrar que eu realmente queria estar ali. 

Talvez a coisa realmente mais importante que tenha me acontecido foi a compreensão do tamanho dos meus problemas de relacionamento. 

Eu não escrevi muita coisa esse ano, e eu passei por alguns tantos momentos difíceis, mas eu ainda acho que foi um bom ano. Em grande parte porque agora minha irmã está em Ouro Preto comigo, e me sinto menos sozinha. O ano passado foi muito, muito difícil. 

Já para o ano que começou, eu estou tentando tomar hoje as atitudes que eu quero celebrar ano que vem. Oh, como sou brega.

Já comecei meu projeto de leitura, e só de escrever sobre os livros que leio, já escrevo mais do que escrevi antes. 

Mas também preciso cuidar da minha sanidade. Em 2012 aprendi que não sei ficar sozinha. Em 2013 aprendi que também não sei como estar com outras pessoas. Preciso e vou começar a terapia. Já tenho sessão marcada com o psicólogo da faculdade. Espero que não seja uma merda. 

O curso de filosofia também não está me satisfazendo. Parte da culpa é minha claro, se eu estudasse mais, talvez me interessasse mais. Mas o problema é que tudo é tão, mas tão acadêmico. Parece que é só alunos em salas de aula ouvindo sem debater os professores falarem e falarem, sonhando na bolsa de mestrado que vai permitir que eles nunca mais saiam da universidade. Não tenho nada contra quem escolhe esse tipo de vida, mas eu não conseguiria viver assim. Eu quero sair, ir pra rua, falar com gente. Desde quando eu resolvi mudar de curso, eu me imaginava numa sala de aula cheia de crianças me questionando, e não nessa atmosfera morta que ora tolero. Sei que não posso ter um sem passar pelo outro, mas ainda assim é irritante. 

Eu prestei enem esse ano de novo. Como não estudei nada, e fazem 2 anos que saí do ensino médio, minha nota não é nada impressionante. Mas ainda tenho esperanças de tentar algo novo. Mesmo sem ter certeza de que quero sair de onde estou. 

Por favor, me diga que você também está perdido, porque essa indecisão é frustrante. 

Então eu gostaria de no ano que vem estar mais segura. Se não for pedir demais e tal.

E mais arte e mais mato, por favor. 
Vamos?

1 comentários:

Rubens Rodrigo disse...

Eu tenho 21, faço 22 em agosto, 28 de agosto pra ser mais especifico ( vai que você me manda um presente); estou terminando biomedicina, indo pro ultimo semestre uhul \o/ ¬¬', também estou com um pé no mestrado em infectologia. Eu nunca planejei nada disso, simplesmente foi acontecendo, agora eu estou a um passo de um mestrado na Unifesp, algo que eu nunca pensei antes. Nunca fui muito confiante (acho que estudar em escola publica faz isso com você, sabe, toda aquela historia do ensino é uma merda).
Só que eu ainda estou aqui e não sei se gosto, mas é uma oportunidade que talvez eu nunca tenha de novo. As vezes a minha vontade é de deixar pra lá e ir fazer letras, ou tentar escrever alguma coisa que "funcione" afinal preciso de dinheiro, apesar de eu estar me virando desempregado hahaha

Acho que no fim é o medo da mudança, eu estou agarrado a isso pensando ser seguro, ignorando "meu coração" que gostaria de estar indo por outro caminho. Bem só era pra comentar que você não é a única que se acha perdida. A proposito eu vou fazer o enem esse ano, vai que né.

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