2 de dezembro de 2012

O Amor É Feio

Certa vez, um antigo professor meu resolveu por alguma razão qualquer exibir a música "Ne Me Quitte Pas", interpretada pela Maysa antes da aula. Com legendas.


Silêncio. A quietude é quebrada pelo comentário de uma adolescente tardia: "É muito lindo".
Ne Me Quitte Pas é uma música onde o eu-lirico implora desesperadamente à pessoa amada que não o deixe. É uma música doída. É um retrato do sofrimento humano, da escravidão que o amor as vezes nos inflige. Ne Me Quitte Pas é visceralmente dolorosa. É terrivelmente verdadeira.
Mas ninguém que se encontre nesse estado de sofrimento poderia chamar de "lindo". Ou ao menos eu não consigo.

Talvez eu seja excessivamente pessimista, mas o amor não é sempre lindo. O amor pode ser o paraíso e a perdição, talvez com a mesma frequencia. A dor do amor não é menos feia porque é do amor. Nem menos dolorosa. Nem menos real. Quem passa por ela uma vez não quer voltar a passar. 

O amor é feio.

6 comentários:

Nick disse...

"A quietude é quebrada pelo comentário de uma adolescente tardia: 'É muito lindo'."
shaushausahsahushu

Nicole Nicolela disse...

Você e suas sutilezas... Este post me convida a pensar sobre um monte de coisas... Será que poderia ser amor se não doesse? Será que existe alguém capaz de assim implorar, desesperadamente, para não ser abandonado? E, se sim.. Vale a Pena ? Ficar com alguém depois de implorar por isso não é enganar-se ?

Murilo Amati disse...

Na minha concepção, a letra dessa música é muito ruim, pouco apelativa e amor não dói. O que dói é paixão. hahahaha

Natalia Gruber disse...

Murilo:

"hahahaha"

Anônimo disse...

É interessante você falar do amor já que ao menos para mim, uma pessoa na sua faixa etária não viveu o bastante sequer para saber como tratar alguém, quiçá para saber do que se trata o verdadeiro amor. E sim, coisas tristes podem ser belas a partir do momento em que trazem algo que ajude uma pessoa a se tornar melhor como pessoa. Independente se esse algo triste for uma decepção vivida ou apenas uma música.

Natalia Gruber disse...

Anônimo;

Eu cogitaria estender a conversa com você, mas me reservo o direito de não debater com fantasmas.
Caso queira de fato CONVERSAR comigo, sinta-se a vontade para se identificar.

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