16 de dezembro de 2012

Dez e nove anos - Parabéns para mim!

Eu escrevi aos 17 anos uma especie de desretrospectiva (que palavra complicada) do ano que passara, já que era essencialmente uma lista de coisas que eu não havia feito ainda. Apesar de ter pulado meu 18ª aniversário, achei que seria uma boa idéia falar alguma coisa no 19ª. Quem sabe eu não faço isso todo ano daqui em diante? Acho que o meu eu de 50 anos gostaria disso. Me lembre ano que vem, por favor.



Bom, a primeira coisa que eu notei relendo o texto dos meus 17 é que eu era muito ingênua, e muito... ann... pessimista? Afinal, eu achava que minha vida já tinha acabado e que eu teria de ser adulta daquele momento em diante, e que o tempo pra diversão tinha acabado, e coisa e tal... Ah, que jovem eu era né? 

Bom, algumas coisas mudaram desde então. Agora eu já posso dizer que já caí de bêbada algumas vezes. Entrei na faculdade, saí de casa, morei em três repúblicas diferentes, e ainda não descobri de verdade meu lugar aqui nesse lugar estranho que é Minas Gerais. Deixei meus amigos e minha família para trás, e agora os vejo muito menos do que gostaria. Eu achei que ficaria mais fácil com o tempo, mas na verdade, é o oposto. Quando vim, um mês longe de casa era tranquilo. Agora, sinto saudades todos os dias. Mãe, me liga, porra!

Penso que externamente você poderia pensar que minha vida está muito bem resolvida: Entrei na faculdade sem precisar de cursinho, passei em todas as matérias, estou com uma iniciação científica em vista, tenho um lugar pra morar e uns amigos pra tomar umas de vês em quando. Mas eu não me sinto bem resolvida de modo algum. Minha vida é um grande e gritante "e se?". E se eu tivesse ido para São Paulo como eu pretendia? E se eu tivesse parado na primeira república, ou na segunda? E se eu me mudasse para a quarta? E se eu tivesse prestado Publicidade ao invés de Letras? E se eu tivesse largado a faculdade durante a greve e fosse fazer outra coisa qualquer? E se eu nunca tivesse vindo para cá, e tivesse ficado em Ribeirão Preto?

Com alternativas, como saber se estou vivendo a certa? Quanto tempo ainda tenho pra me decidir? 

De qualquer forma, algumas coisas se mantém: Eu não estou nem perto de comprar meu primeiro carro. Nem de tirar carta. Dá uma preguiça ficar meses e meses fazendo um curso que a bem da verdade dá pra aprender em alguns dias. Parece uma grande babaquice pra mim. 

As vezes sinto que estou só me deixando levar com as ondas, e que eu deveria me levantar e descobrir outra coisa melhor. As vezes não. As vezes penso que gastar quatro anos da minha vida na faculdade é absurdo. As vezes - não, eu sempre penso isso. Ainda não me acostumei com a idéia. Mas aí já faz quase um ano que estou aqui e nem vi o tempo passar. 

Não vou me alongar muito mais, mas hei, me mandem presentes de aniversário, galera. Pode ser em dinheiro, rs.

PS: Eu fiz aniversário dia 12/12/12, me invejem. 

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